A Sial, maior feira do setor de alimentos e bebidas da América do Norte, reuniu 44 países e destacou a participação do Brasil com dois estandes organizados pela Invest Paraná, contratada pelo Governo do Estado em parceria com o Ministério da Agricultura. Entre os produtos paranaenses apresentados, o mel de Arapoti, produzido pela Apis Nobre, se destacou. Foram enviadas amostras de mel de flor de laranjeira e silvestre, própolis líquido e em cápsulas, além de pólen.
A Apis Nobre, um negócio familiar iniciado em 2012 por Edemilson Chaves, começou com uma pequena demanda de 19 kg de própolis. Atualmente, a empresa comercializa cerca de 200 toneladas de mel mensalmente, além de outros derivados. Edemilson destacou que a criação de uma marca própria foi crucial para a independência nas negociações e a expansão para o mercado externo. Ele ressaltou que a inovação e a obtenção de licenças e certificações foram desafiadoras, mas resultaram na presença de seu mel no Canadá, com planos de expansão global.
A iniciativa de Edemilson também visa fortalecer outros produtores da AAPICAF (Associação de Apicultores e Meliponicultores Campos Floridos), demonstrando que é possível agregar valor ao mel sem intermediários. A prefeitura de Arapoti, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, tem apoiado os apicultores do município, facilitando o acesso a consultorias como Sebrae, Invest Paraná e a Universidade Federal do Paraná, além de auxiliar na obtenção do SUSAF (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte), que certifica a segurança sanitária dos produtos.
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O prefeito de Arapoti, Irani Barros, parabenizou a Apis Nobre pelo avanço, destacando a importância do título de Capital do Mel, que Arapoti recebeu este ano por ser a maior produtora de mel do Brasil, com 924 toneladas anuais e cerca de 300 famílias envolvidas na produção. Barros ressaltou que a visibilidade internacional trará benefícios significativos para o setor de mel no município. Além disso, a prefeitura enviou à câmara de vereadores um projeto de lei para tornar o Capixingui a árvore símbolo do município, devido à sua predominância na região e à contribuição para a produção de mel, com uma florada que rende cerca de 1.100 toneladas anuais.
Ricardo Rodrigues Pedroso, presidente da AAPICAF, mencionou que a associação, com 93 apicultores, tem incentivado outros produtores a embalar e vender seu próprio mel, além de desenvolver produtos derivados como cápsulas e extratos de própolis, sabonetes, sachês e pólen. O objetivo é encorajar os associados a empreenderem, fortalecendo a economia local e aumentando a competitividade no mercado global.

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